No dia 02 de abril é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data marca o início do Abril Azul, campanha que amplia, ao longo de todo o mês, o debate sobre inclusão e a importância da disseminação de informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Para a professora do curso de Psicologia da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR), Maria Clara Lima, esse debate ainda precisa avançar. “Muitas vezes, o autismo é abordado a partir de estereótipos ou de narrativas simplificadas que desconsideram a singularidade de cada pessoa no espectro. Falar sobre conscientização hoje implica deslocar o foco da curiosidade para o compromisso”, explica.

Na FAINOR, esse olhar para a inclusão faz parte do dia a dia. A Instituição tem buscado construir um ambiente mais acessível, considerando as diferentes formas de aprender e se relacionar dentro do espaço acadêmico.

O acolhimento de estudantes com TEA envolve acompanhamento individualizado e o apoio de diferentes setores. Um dos principais é o Setor de Atendimento ao Discente (SEADI), que atua tanto no suporte aos alunos quanto na orientação dos professores, ajudando a adaptar práticas às necessidades de cada estudante.

O coordenador do curso de Psicologia e gerente acadêmico da FAINOR, Weslley Valadares, também destaca que o Abril Azul vai além da divulgação de informações. “O Abril Azul se configura como um movimento de sensibilização social que ultrapassa a dimensão meramente informativa, convocando a sociedade a rever práticas, discursos e estruturas que ainda marginalizam pessoas com Transtorno do Espectro Autista”, afirma.

Além disso, algumas mudanças já vêm acontecendo na sala de aula, como a flexibilização de atividades, o uso de diferentes recursos e uma comunicação mais clara. São ajustes que fazem diferença não só para estudantes com TEA, mas para todo o corpo discente.

Maria Clara reforça que a conscientização precisa ir além da teoria. “Não se trata apenas de ‘saber o que é o autismo’, mas de compreender como nossas práticas sociais, educacionais e institucionais podem favorecer ou dificultar a inclusão.” Para ela, campanhas como o Abril Azul são importantes, mas o desafio é fazer com que esse debate continue durante todo o ano.

Mesmo com os avanços, ainda há espaço para melhorar. A inclusão, como destacam os professores, é um processo contínuo, que exige atenção, escuta e disposição para mudar quando for necessário. “A inclusão não é um ponto de chegada, mas um processo contínuo que exige compromisso ético, investimento e diálogo permanente”, conclui Weslley Valadares.

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