Dores nos ombros, desconforto no joelho e fisgadas na lombar fazem parte da rotina de muitos praticantes de musculação, mas podem indicar problemas mais sérios. Segundo o fisioterapeuta esportivo e professor da FAINOR, Dado Guilyos Santos Malaquias, a maioria das lesões está ligada à execução inadequada dos exercícios, falta de orientação e desconhecimento dos limites do próprio corpo.
O crescimento da musculação tem trazido benefícios à saúde, mas também aumentou os casos de lesões. De acordo com o professor, há diferenças entre os perfis: “Nos homens, as lesões são mais comuns nos ombros, pela preferência por treinos de membros superiores. Já nas mulheres, os membros inferiores são mais afetados, principalmente os joelhos”. Em ambos os casos, a lombar também aparece como uma das regiões mais comprometidas, resultado de sobrecarga e desequilíbrio na intensidade dos treinos.
Para o especialista, o principal problema que acarreta lesões nessas áreas está ligado à falta de acompanhamento profissional e à execução inadequada dos movimentos. “Os erros mais comuns são a falta de acompanhamento, a falta de orientação em relação à carga e, acima de tudo, a qualidade do movimento. A gente vê pessoas executando os movimentos de forma bem ruim, e isso, a longo prazo, com certeza vai ocasionar uma lesão”, destaca.
Outro fator de risco é a dificuldade em reconhecer os sinais do corpo. Muitas pessoas não conseguem diferenciar uma dor muscular comum do pós-treino de uma possível lesão, o que pode agravar o quadro. Nesse contexto, a fisioterapia atua de forma preventiva e também na recuperação, com foco no movimento adequado e na preparação do corpo para o esforço físico. Além disso, técnicas fisioterapêuticas auxiliam na redução da dor muscular e aceleram a recuperação.

Durante a graduação, o contato com a área esportiva é essencial. Na FAINOR, o componente de fisioterapia esportiva reúne aulas teóricas e práticas ao longo da semana, nas quais os estudantes desenvolvem habilidades relacionadas a técnicas, manejo de pacientes atletas e orientações voltadas à musculação. A formação oferece uma base sólida, mas, por se tratar de uma área em constante atualização, também exige continuidade nos estudos, como especializações e pós-graduação. Por isso, a Instituição também oferece a pós-graduação em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Esportiva.
Logo, o acompanhamento profissional é essencial em todo o processo. “O paciente não tem obrigação de saber o que está certo ou errado. Quem tem essa responsabilidade é o profissional”, afirma Dado Guilyos . O professor também reforça a importância de respeitar os limites do corpo, evitar exageros, priorizar a qualidade do movimento, progredir de forma gradual e ter paciência com os resultados, já que a pressa pode aumentar o risco de lesões.
Para ele, treinar com segurança é uma construção contínua que envolve orientação e consciência corporal. “Se você tentar acelerar demais o processo, acaba sobrecarregando o corpo e abre espaço para lesões”. Assim, mais do que buscar resultados rápidos, o caminho mais eficaz é investir em acompanhamento e consistência para garantir evolução sem interrupções.