O papel do farmacêutico na conscientização sobre anabolizantes entre jovens ganha destaque em um momento em que o uso indiscriminado dessas substâncias volta ao debate público. A discussão foi intensificada após a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos. O caso aconteceu no último sábado (23) e ainda está sendo investigado. Apesar da comoção, não há confirmação médica de que o jovem fazia uso dessas substâncias. Ainda assim, a situação levanta um alerta importante sobre os perigos do uso de hormônios sem acompanhamento profissional.

O uso de esteroides anabolizantes, como a testosterona, tem crescido principalmente entre jovens que buscam resultados estéticos rápidos, já que essas substâncias aumentam a massa muscular ao potencializar a síntese de proteínas e acelerar a recuperação após os treinos. Apesar de terem indicações médicas específicas, esses hormônios vêm sendo utilizados de forma indiscriminada, o que pode causar sérios danos à saúde. 

Segundo o coordenador e professor do curso de Farmácia da FAINOR, Danilo Menezes, o farmacêutico tem atuação essencial nesse cenário. “O farmacêutico possui um papel fundamental na promoção do uso racional de medicamentos. No caso dos hormônios utilizados para fins estéticos, como testosterona e derivados anabolizantes, é essencial orientar a população sobre os riscos da automedicação e do uso sem acompanhamento profissional adequado”, afirmou. 

Entre os principais riscos do uso de anabolizantes estão problemas cardiovasculares, alterações hepáticas, infertilidade e impactos psicológicos. “Muitas pessoas buscam resultados rápidos relacionados à estética e acabam negligenciando impactos importantes na saúde”, explicou.

Na prática, o farmacêutico também atua na identificação de possíveis usuários e na orientação adequada. “O mais importante é que essa abordagem seja feita de forma ética, acolhedora e educativa, sem julgamentos”, ressaltou Danilo. Ele também chama atenção para a influência das redes sociais na banalização desse tipo de substância.

Dentro da FAINOR, o tema é trabalhado de forma ampla durante a graduação. “Os alunos são incentivados a desenvolver uma visão crítica e ética sobre o uso racional de medicamentos”, afirmou o coordenador. A formação inclui discussões sobre impactos sociais, casos clínicos e responsabilidade profissional.

Diante desse cenário, o curso de Farmácia da FAINOR se destaca na formação de profissionais preparados para orientar, prevenir e promover saúde. Mais do que dispensar medicamentos, o farmacêutico formado pela Instituição atua como agente fundamental na conscientização da população sobre os riscos do uso inadequado de substâncias hormonais.

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